quarta-feira, agosto 17, 2005

Re-Leitura ( eu não faço só poemas! )

Crashhhhh....Pedaços, cacos, som, barulho alto, alto, alto..Crasshh..É possível enxergar a nuvem de fumaça a alguns quarteirões de distância. Era um carro, tipo Wagon, vermelho, agora se parece mais com duas fatias de pão queimado, repartido ao meio, cheio de ferragens retorcidas e peças fumegantes... Impacto foi muito forte, e gerou algumas batidas menores com os outros carros no cruzamento.
Os passageiros? Não enxergo passageiros, a pessoa que dirigia e qualquer outra que estivesse naquele veículo ganhou uma passagem no expresso pro outro mundo, e na classe econômica.
A população sae as janelas para ver o que aconteceu, os pedestres param pra ver, e os motoristas olham atônitos, no lugar do impacto é possível enxergam marcas pneus, cacos de vidro e rastros de óleo incandescente no chão.E muita fumaça, uma fumaça cinza.
Mas não apenas isso, não apenas isso, algo se move. Aquele carro tinha que ter batido em alguma coisa, mas o que estaria no meio de um cruzamento parado propositalmente? O que causaria tal acidente, e ainda poderia se mover? Não sabemos, mas seja lá o que for, está vivo.
A medida que a fumaça se dissipa é possível ver uma figura humanóide se revelando. Botas de couro negro, velhas e enxarcadas de óleo de motor. Uma calça jeans grossa, esfarrapada e rasgada, pela força da batida. Na cintura um cinto de cowboy, e uma corrente pendendo, presa, ou melhor, pendurada, no lugar em que ficaria o bolso, ou o que sobrou dele.
No peito largo, uma camisa negra, chamuscada e uma jaqueta de couro, estilo motoqueiro, semi-derretida. Ao fim, um rosto belo, longos cabelos negros, lisos e desgrenhados, caindo sobre a face até os ombros, traços fortes porém, serenos. Um olhar distante, pele ligeiramente azulada, e um corpo intacto, sem o menor arranhão ou ferimento.
Aquela pequena cidade interiorana do sul da Alemanha assiste,sem palavras, tal trágico espetáculo. Nas mãos essa figura traz um instrumento, que se assemelha a uma espada, mas de uma delicadeza e suavidade de traços, indigna de mãos humanas, aquilo, aquela criatura, não era humana!
Então solenemente, como um juiz que decreta prisão perpétua, a criatura diz pausadamente:
- Eu sou Karl El de Krypton, desistam agora terráqueos ou se preparem para conquista!
Um dos moradores locais, ao ouvir tais palavras, lembra-se de um filósofo alemão e do que ele dizia, mais especificamente de uma palavra.
Ubermensch (o sobre-humano, o super- homem )
Dentro em breve, tal nome seria temido em todo o globo, Karl El de Krypton, o Super-Homem.


Explicações:
E se o super-homem não viesse pra ajudar e sim pra conquistar a terra, e se a mulher-maravilha fosse criada pelo pai Hades e não por sua mãe, rainha das amazonas.
E se o Batmam fosse indiano? È por essa e outras questões, que eu estou fazendo a minha própria re-leitura dos clássicos super-herois de quadrinhos que fizeram e fazem parte da minha vida, isso é só uma amostra. Pra quem entende de quadrinhos é mais fácil entender, pra quem não conhece, é uma história nova pra contar. Mas então? Espero a opinião de vcs, em breve eu mando os desenhos...
Auja.

1 Comments:

At 1:00 AM, Blogger Felipe said...

Como comentei com vc, a narrativa me lembra reporter de rua falando o que está vendo. Fiquei realmente muito curioso para ver o que havia por trás da cortina de fumaça e quero saber que rumo essa sua releitura vai tomar. Muito interessante, mr. Ogami. Só pelo que seja bonzinho meu meu amigo Bruce Wayne. Ele é o cara!
C ya!

 

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